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BATE-PAPO - RITUAIS - 17 de agosto de 2021

Projeção… Partiu inferno Japa!

Fala galera, continuando com o tema da semana, estamos falando de planos espirituais, na matéria anterior eu mostrei uma visão mais “kardecista” do assunto e hoje vou falar um pouco da visão “budista-nipônica”, até queria falar mais do xintoísmo mas o inferno deles é bem bunda, então vamos para os mais legais.

Como assim inferno bunda?

No xintoísmo eles se preocupam bem mais com a vida em si e muito pouco com a morte, na verdade a morte pra eles é algo impuro e amaldiçoado então é comum ver xintoístas sequer falando do assunto, e logo ter infernos muito relacionados à isso não é do gosto deles, então o inferno xintoísta o Yomi-no-Kuni, é somente um lugar abaixo de nós onde a deusa Izanami apodrece e mata 150 mil pessoas por dia enquanto ela mesma apodrece e fica puta com o ex marido o Izanagi que meio que tapou o inferno com uma pedra… Casamentos são complicados.

Então vamos falar dos Jigoku

O Jigoku nasceu de uma mistureba de culturas com o budismo, ele é existente no nosso “budismo-nipônico” e tem traços do xintoísmo e até do cristianismo, então não entranhem se encontrarem alguns traços de outros cultos nas definições de inferno que citarei aqui, porque é tudo uma grande salada mista mesmo. Os jigoku são planos onde as pessoas vão para sofrer pelos seus pecados em vida, então temos Jigoku específicos pra cada tipo de cagada que você fez, alguns dizem que são 8 e outros acreditam em 16, vou citar eles aqui.

O Inferno Revivendo ou “Tokatsu Jigoku”

O primeiro inferno entre os oito é o Tokatsu Jigoku. Aqueles que mataram ou repetidamente escolheram lutas na terra, e não se arrependem do que fizeram, acabam neste plano. Os que estão nesta planície têm os punhos revestidos com garras de ferro e lutam uns contra os outros até que um morra com os ataques.
O ser é ressuscitado novamente e deve passar pela agonia de ser dilacerado, além de ser aterrorizado / espancado pelos demônios ou “oni” que aqui residem também. Isso é muito parecido com a versão budista tradicional desse inferno, que é chamado de “Samjiva”, onde alguém é atacado repetidamente, assim como ele / ela o fez em sua vida.

O Inferno da Corda Negra ou “Kokujou Jigoku”

A palavra “cordas” nesta situasção pode ser substituída por “fios”. Os seres que acabam aqui geralmente cometem atos de roubo e assassinato. As cordas aqui são usadas pelo Oni para marcar as áreas que serão então cortadas para fatiar os seres em diferentes pedaços. Outra punição para esses seres andarem na corda bamba
, carregando montes de ferro escaldante, eventualmente escorregando e caindo em uma panela de óleo fervente. No jargão budista tradicional, isso é conhecido como “Kalasutra”.

O Inferno Esmagador, ou “Shugou Jigoku”

Aqueles que pertencem aqui são seres que cometeram uma variedade de três pecados: assassinato, perversidade e furto. Este nível de inferno contém paisagens de árvores e montanhas – embora as folhas das árvores sejam afiadas como navalhas. Os seres aqui são chamados por belos homens e mulheres que se sentam no topo das árvores,
tentá-los a vir para desfrutar de um ato obsceno. À medida que sobem nas árvores, as folhas os cortam.

Assim que chegam ao topo, no entanto, descobrem que aquelas pessoas bonitas estão subitamente na base da árvore. Conforme os seres se movem para baixo, as folhas os cortam novamente, com seus membros caindo e a carne consumida pelos demônios.
Montanhas de ferro se juntam para esmagar seus corpos, e o processo se repete até que o ser termine no devido tempo. O Budismo tradicional chama isso de “Samghata”.

O inferno gritando ou “Kyoukan Jigoku”

Combine todos os pecados anteriores e acrescente o alcoolismo a isso, e você tem um critério para pertencer a este inferno. O onis aqui supervisionam pecadores que assam e fervem, bem como balde ferro derretido nas bocas dos bêbados.
É chamado de “inferno gritando” porque o fogo é tão quente que os gritos angustiados dos seres são mais altos do que outros infernos, com o oni cedendo mais sofrimento para aqueles que choram alto. Isso é chamado de “Raurava” no budismo tradicional.

O Inferno dos Grandes Gritos, ou “Dai-kyoukan Jigoku”

Se em sua vida passada, você matou alguém, roubou, agiu lascivamente, mentiu, bebeu muito e foi extremamente hedonista, então você foi enviado direto para cá após a morte. Multiplique o sofrimento sofrido no último inferno por dez, e você pode imaginar a dor sentida pelos seres daqui.
Este inferno assume a mutilação da língua, onde as unhas são cravadas no músculo, conforme ele é puxado e arrancado da boca do ser. Enquanto todos os infernos anteriores a este levaram trilhões de anos para terminar uma frase, este é o primeiro inferno a levar 6,8 quatrilhões de anos para ser concluído.
Supõe-se que isso corresponda ao inferno tradicional do budismo “Maharaurava”, no entanto, as diferenças do que acontece no inferno (Maharaurava contém tortura por ser comido por animais) são muito distantes para fazer semelhanças.

O Inferno Ardente ou “Jounetsu Jigoku”

O próximo inferno é reservado para aqueles que cometeram todos os pecados mencionados, especialmente aqueles que se rebelaram propositalmente em pensamento e ação contra o que o budismo ensinou. Aqui, os corpos dos pecadores são empalados com lanças (de suas bocas e através de suas nádegas),
pisado por chumaços de ferro escaldantes e grelhado por um oceano de fogo escaldante e infinito. “Tapana” é como os budistas tradicionais chamam isso.

O Grande Inferno Ardente, ou “Dai-Jounetsu Jigoku”

O inferno antes do último está reservado para alguém que cometeu todas as atrocidades mencionadas, com a adição final de ter violado fisicamente qualquer membro do clero budista. Se você tivesse assassinado um monge budista, por exemplo, isso mereceria uma viagem a esta parte do inferno.
A dor é, novamente, absolutamente excruciante, e dez vezes vale a soma de todos os infernos. Aqui, alguém é perfurado com tridentes em vez de lanças, e quando você pensa que o calor não fica mais quente, ele fica. “Tapana” é a versão tradicional budista disso.

O Inferno do Sofrimento Sem Fim, ou “Mugen Jigoku”

Para os piores casos absolutos de seres desviantes é a 8ª e última parte do Jigoku. Com a tortura tão indescritível e, em última análise, insuportável, os seres aqui tentam se aniquilar para cessar o tormento.
Um filho ou filha que ia matar o pai ou a mãe é um exemplo de quem iria acabar aqui. Esta parte do inferno é tão horrível que, se um ser humano fosse capaz de compreender o quão horrível isso é, esse ser humano morreria. Este poço é tão profundo no inferno, que deve levar 2.000 anos de queda livre ininterrupta,
seguido por uma quantidade literalmente inumerável de anos habitando aqui.

fonte

Olha o Dante aí moçada

Percebam que lendo sobre esses infernos a primeira coisa que vem à mente é a obra de Dante, a Divina comédia. Essa concepção de que existe um plano específico para cada tipo de castigo sempre foi utilizada pela igreja católica para criar o seu “livro de regras” do que podia ou não ser feito e qual seria o castigo que viria caso você não obedecesse o grande Pai.

Mas isso realmente são planos espirituais?

Sinceramente eu acredito que não, apesar de ser meio bunda o inferno do xintoísmo soa muito mais como um plano espiritual de verdade do que os Jigoku, esses por sua vez parecem mais algo como um estado mental para tentar mudar o comportamento das pessoas, uma forma religiosa de criar a ordem social

Conclusão

Essa postagem serviu mais como curiosidade sobre o Budismo e Xintoísmo do que prática ocultista, porém entendam que é bom que vocês saibam disso na hora de ouvir as viagens que algumas pessoas contam sobre suas projeções astrais, então tá valendo.

Por hoje é só, até a próxima, Hasta!


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